O Conselho de Ministros apreciou igualmente o Balanço do Plano Económico e Social e Orçamento do Estado referente ao primeiro trimestre de 2026, destacando, segundo o comunicado oficial, sinais de recuperação da economia nacional.
De acordo com o documento, a economia registou um crescimento de 0,52%, sendo que, dos 90 indicadores avaliados, 46 (51%) apresentaram desempenho positivo, 27 (30%) atingiram parcialmente as metas e 17 (19%) registaram desempenho negativo.
O comunicado refere que, apesar destes sinais, a economia nacional “permanece ainda frágil e muito sensível aos choques externos e internos”, apontando limitações na base produtiva.
Entre os factores que condicionam o desempenho económico e social, o Governo destaca os eventos climáticos extremos e o limitado espaço fiscal, que, segundo o documento, afectam a produção, as infra-estruturas e as finanças públicas.
O Conselho de Ministros assinala ainda a necessidade de dinamizar a produção, acelerar o investimento público de qualidade e criar condições para o sector privado gerar emprego e rendimento.
O comunicado sublinha também a persistência de desafios estruturais, com destaque para o peso das despesas de funcionamento, bem como o elevado nível de endividamento interno, que, segundo o Governo, limita a disponibilidade de crédito e a capacidade de investimento do sector privado.
Ainda assim, o Executivo aponta perspectivas positivas associadas à retoma dos grandes projectos de gás, à transformação interna de matérias-primas do sector mineiro e ao relançamento da agricultura no período pós-cheias. Redacção

