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Sociedade

Governador de Nampula considera “inaceitável” altos índices de desnutrição numa província rica em recursos naturais

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O governador da província de Nampula, Eduardo Mariamo Abdula, manifestou profunda preocupação com os elevados índices de desnutrição crónica que ainda persistem na província, apesar do seu vasto potencial agrícola e riqueza em recursos naturais. “É difícil aceitar que uma província tão rica em recursos naturais, com tão altos níveis de produção agrícola, continue a figurar entre aquelas com os índices mais elevados de desnutrição crónica no país. É naceitável”, declarou.

Abdula falava na manhã desta quinta-feira, 10 de Julho, durante a cerimónia de abertura da 1ª Conferência Internacional de Agro-negócios e Nutrição (CINA I), que decorre em Nampula durante dois dias. O evento reúne representantes de países como Brasil, África do Sul e Índia, em formato presencial, e Itália e França, por videoconferência.

Com o lema “Sistemas alimentares pela nutrição, impulsionadores do desenvolvimento sustentável e inclusivo de Nampula”, a conferência visa promover parcerias internacionais, troca de boas práticas e soluções integradas para o desafio da segurança nutricional, especialmente no contexto moçambicano.

No seu discurso, o governador afirmou que a realização da conferência representa um marco e um ponto de partida para uma mudança estrutural. “Essa realidade é dura e preocupante. Mas é também o ponto de partida para a viragem que queremos começar hoje”, disse.

Abdula destacou que, apesar da produção agrícola na província ser significativa, os resultados que verdadeiramente contam são os impactos positivos na vida das pessoas. “As crianças bem alimentadas que voltam a brincar com energia, o agricultor que escoa a sua colheita com dignidade, a mulher empreendedora que amplia o seu negócio com confiança. Todos com melhoria de renda e qualidade de vida. São esses rostos, são esses sorrisos que nos dão alento”, afirmou, emocionado.

Segundo o governador, falar de nutrição é também falar de educação, saúde, agricultura e conhecimento local. “É por isso que esta conferência nos orgulha tanto. Porque junta todos os saberes e todas as vontades. E porque acreditamos que a ciência, aliada ao compromisso social, pode transformar realidades e mudar destinos”, acrescentou.

Abdula defendeu ainda a necessidade de uma agenda conjunta e soluções viáveis que resultem em políticas públicas mais eficazes, programas mais inclusivos e projectos mais sustentáveis. “Queremos, sobretudo, uma Nampula mais nutrida, mais saudável e mais forte”, sublinhou.

Apelo à unidade

No encerramento da sua intervenção, o governador apelou à união de esforços entre o governo, os cidadãos e a sociedade civil para erradicar a desnutrição. “Que esta 1ª conferência seja apenas o início de um caminho que nos inspira a fazer mais e melhor. Que nos una em torno de um ideal comum: garantir a todos os nossos concidadãos o direito a uma alimentação digna, saudável e sustentável, livre de desnutrição.” Disse.

“É preciso lembrar que a desnutrição crónica afecta crianças de todas as origens e de todas as inclinações políticas ou outras quaisquer. Todos nós estamos chamados a abraçar este trabalho. É responsabilidade de todos nós, não apenas do Conselho Executivo Provincial”, alertou.

Com entusiasmo e esperança, Eduardo Maramo Abdula declarou oficialmente aberta a 1ª Conferência Internacional de Agro-negócios e Nutrição, enfatizando que Nampula está preparada para assumir o seu papel como “a futura capital económica de Moçambique”.

Por Lourenço Soares

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