Trump ataca Papa e provoca revolta entre fiéis

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O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, lançou duras críticas contra o Papa Papa Leão, num episódio raro que está a gerar forte reacção entre fiéis e líderes religiosos em todo o mundo.

Segundo a agência Reuters, Trump classificou o pontífice como “terrível” em política externa e “fraco” no combate ao crime, numa publicação feita na sua rede social. As declarações surgem após sucessivas críticas do Papa à guerra envolvendo os Estados Unidos, Israel e o Irão, bem como às políticas migratórias da administração norte-americana.

A reacção foi imediata nas redes sociais e entre figuras da Igreja Católica. Fiéis consideraram as palavras de Trump desrespeitosas para com o líder espiritual de mais de mil milhões de católicos.

Citado pela Reuters, o especialista em assuntos do Vaticano, Massimo Faggioli, afirmou que o episódio representa um momento incomum na história recente, comparando-o a pressões exercidas sobre o Vaticano durante a Segunda Guerra Mundial.

Também em declarações reproduzidas pela mesma fonte, o arcebispo Paul Coakley manifestou-se “consternado”, sublinhando que o Papa “não é um rival político”, mas sim uma autoridade moral e espiritual.

Críticas do Papa no centro da tensão

O conflito entre os dois líderes tem vindo a intensificar-se nas últimas semanas. O Papa Leão, o primeiro pontífice norte-americano, tem condenado publicamente a guerra, descrevendo-a como “loucura” e apelando à redução da violência.

Além disso, recorda a Reuters, o líder da Igreja Católica questionou anteriormente se as políticas migratórias defendidas por Trump respeitam os princípios cristãos, especialmente no que diz respeito ao tratamento de imigrantes.

Trump respondeu de forma contundente, afirmando que o Papa deveria “alinhar-se” com o seu papel religioso e chegando a dizer que não é “fã” do pontífice.

O ataque incluiu ainda críticas à posição do Papa sobre armas nucleares, depois de este ter considerado “inaceitáveis” declarações do Presidente norte-americano sobre o Irão.

Analistas ouvidos pela Reuters consideram que este tipo de confronto directo entre um Presidente dos EUA e o Papa é extremamente raro e pode aprofundar divisões entre poder político e autoridade moral.

O episódio reacende também memórias de tensões anteriores entre Trump e o seu antecessor, Papa Francisco, que igualmente criticou as suas políticas migratórias.

Num contexto global marcado por conflitos armados e crises humanitárias, o embate entre Washington e o Vaticano levanta preocupações sobre o impacto destas divergências no discurso internacional — e na forma como política e religião se cruzam num mundo cada vez mais polarizado. Redacção

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