Moçambique vai digitalizar hospitais para melhorar atendimento de saúde

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As autoridades de saúde de Moçambique anunciaram um plano para digitalizar 63 unidades sanitárias em todo o país, com o objectivo de modernizar o sistema de saúde e melhorar o atendimento à população.

O projecto está avaliado em cerca de 40 milhões de dólares, financiados pelo Banco Mundial. A informação foi avançada por José Manuel, director nacional de Planificação no Ministério da Saúde, durante a 1ª Conferência Digital do sector da saúde, realizada em Maputo.

Segundo o responsável, a iniciativa prevê o uso de novas tecnologias, como consultas à distância (telemedicina) e sistemas inteligentes, para facilitar o acesso aos serviços de saúde, sobretudo para pessoas que vivem longe dos hospitais.

“Queremos que, no futuro, alguns pacientes não precisem sair de casa para ter consultas”, explicou.

O projecto já começou com testes em algumas unidades sanitárias, incluindo o Hospital Geral de Mavalane, em Maputo. Também estão a ser preparados os hospitais centrais da Beira e de Quelimane.

As autoridades reconhecem, no entanto, que o sucesso da iniciativa depende não só da tecnologia, mas também da formação dos profissionais de saúde e do conhecimento da população sobre o uso dessas ferramentas.

“Não basta colocar computadores. É preciso formar os profissionais e ajudar a população a usar esses serviços”, disse José Manuel.

Com a digitalização, o Governo espera melhorar a organização dos dados dos pacientes e ajudar os médicos a tomar decisões mais rápidas e seguras.

O plano é expandir este sistema para mais unidades sanitárias nos próximos cinco anos. Segundo o Ministério da Saúde, já existem condições para digitalizar cerca de 863 unidades, num total de aproximadamente 1.900 existentes no país.

Por sua vez, o ministro das Comunicações e Transformação Digital, Américo Muchanga, afirmou que a digitalização faz parte de uma estratégia mais ampla do Governo para modernizar os serviços públicos.

Segundo o governante, o uso da tecnologia pode ajudar a levar serviços de saúde a zonas remotas, onde há poucos hospitais, permitindo atender mais pessoas e melhorar o diagnóstico e a gestão das unidades sanitárias. Redacção

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