Populares afirmam que terrenos já estavam demarcados e aguardam esclarecimentos das autoridades
Moradores afectados pela recente operação da Unidade de Intervenção Rápida (UIR), no bairro das Mahotas, na cidade de Maputo, afirmam ter pago até dois mil meticais ao Município de Maputo para a tramitação da documentação dos terrenos que ocupam, alegando que os processos de regularização já se encontravam concluídos.
Segundo os residentes, os talhões estavam devidamente demarcados, razão pela qual afirmam ter sido surpreendidos pela intervenção policial. Os moradores defendem que qualquer litígio relacionado com a ocupação dos terrenos deveria ser resolvido através dos mecanismos legais e administrativos, e não por meio de uma operação policial.
As declarações surgem na sequência da operação realizada pela UIR, que desencadeou protestos no bairro. Alguns moradores denunciam a destruição de habitações e alegam ainda que bens pessoais foram retirados durante a intervenção.
Até ao momento, nem o Município de Maputo nem a Polícia da República de Moçambique se pronunciaram sobre as alegações de pagamentos efectuados para a regularização dos terrenos, nem sobre as denúncias relativas à destruição de habitações e ao alegado desaparecimento de bens.
Aguardam-se esclarecimentos das autoridades sobre os fundamentos da operação e a situação jurídica dos terrenos em causa. Redacção

