Comboio de 50 meticais vira tábua de salvação para vítimas das cheias no Sul

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Com a Estrada Nacional Número Um (EN1) cortada pelas cheias, o transporte ferroviário voltou a assumir um papel crucial na ligação entre comunidades afectadas. Um comboio de passageiros colocado em circulação pela Portos e Caminhos de Ferro de Moçambique partiu às nove horas desta terça-feira da Estação Central de Maputo e já se encontra no distrito de Magude.

A iniciativa visa assegurar a mobilidade de pessoas retidas em vários pontos da província de Gaza, severamente afectada pelas cheias que interromperam a circulação rodoviária no sul do país.

Segundo explicou Arnaldo Manjate, o serviço de hoje está a ser realizado com dez carruagens, que transportaram 350 passageiros a partir de Maputo. O comboio inclui ainda um vagão exclusivo para bagagens e mercadorias pessoais, permitindo aos viajantes despachar os seus pertences com maior segurança.
“Este serviço será realizado hoje e amanhã”, precisou o responsável.

Para esta quarta-feira, está previsto o regresso do mesmo comboio a partir de Magude, com capacidade para até 1.200 passageiros, reforçando a resposta à procura crescente causada pela interrupção da EN1.

Além do transporte de pessoas, a empresa prepara também uma operação dedicada ao escoamento de mercadorias. De acordo com Manjate, encontram-se actualmente 15 vagões alocados ao transporte de carga, número que poderá ser aumentado consoante as necessidades no terreno.

No total, a CFM colocou à disposição dois comboios — um exclusivamenteANhão exclusivamente de passageiros e outro misto, que entra em circulação amanhã — ambos com uma tarifa social de 50 meticais, valor que representa uma redução de cerca de 50 por cento em relação ao preço habitual.

A medida surge como um alívio para centenas de famílias afectadas pelas cheias, garantindo uma alternativa segura, acessível e regular enquanto persistirem as restrições na principal via rodoviária do país.

Se quiseres, posso apertar ainda mais o título para ficar mais emotivo ou puxar para um ângulo crítico sobre a dependência da EN1. Redacção

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