O governador da Zambézia, Pio Matos, afirmou este domingo (8), durante as celebrações do Dia Internacional da Mulher, que a data simboliza a coragem e a determinação das mulheres que, ao longo da história, lutaram por dignidade, justiça e igualdade de direitos.
Falando perante representantes de instituições públicas, organizações sociais e membros da sociedade civil, o governante reconheceu o papel central da mulher no desenvolvimento social e económico da província, destacando a sua presença activa em sectores como agricultura, comércio, educação, saúde e administração pública.
Segundo Pio Matos, a contribuição feminina tem sido determinante para o progresso da Zambézia, sobretudo em áreas onde as mulheres assumem múltiplas responsabilidades, conciliando actividade económica com o cuidado das famílias e da comunidade.
O dirigente defendeu a necessidade de continuar a valorizar as capacidades e competências das mulheres, promovendo a sua autoconfiança e autoestima, sem descurar o papel social que desempenham no seio familiar. Para o governador, o fortalecimento da mulher é condição essencial para o crescimento equilibrado da sociedade.
No seu discurso, apelou ainda à união de esforços entre o Governo, famílias e sociedade civil para enfrentar problemas persistentes como os casamentos prematuros, a violência baseada no género e o abuso sexual, defendendo o reforço de políticas públicas que promovam igualdade de oportunidades e maior participação feminina nos processos de tomada de decisão.
“Quando uma mulher progride, uma família se fortalece; quando uma mulher empreende, uma comunidade cresce; quando uma mulher lidera, toda a sociedade avança”, afirmou.
As celebrações decorreram num contexto em que organizações da sociedade civil continuam a chamar atenção para desafios estruturais que afectam as mulheres na província, incluindo desigualdades no acesso à educação, ao emprego formal e à protecção social.
Entre palavras de reconhecimento e apelos à acção, o 8 de Março voltou a servir de palco para reafirmar compromissos públicos com a igualdade de género — um objectivo que, como recordam activistas, exige mais do que boas intenções e frases inspiradoras. Redacção

