Na semana passada, circularam informações dando conta da morte de dois agentes da Polícia da República de Moçambique (PRM), alegadamente assassinados por garimpeiros numa mina localizada no posto administrativo de Iuluti, distrito de Mogovolas, província de Nampula.
Reagindo ao caso, o chefe do Departamento de Relações Públicas no Comando Provincial da PRM em Nampula, Dércio Samuel, esclareceu que a corporação ainda não recebeu qualquer comunicação oficial sobre a alegada morte dos dois agentes, embora reconheça que a informação tenha sido divulgada por órgãos de comunicação social.
“Essa notícia nós ouvimos através dos órgãos de comunicação social, mas, ao nível do Comando Provincial, não tivemos registo da morte de dois colegas. Preocupa-nos a divulgação dessas informações, porque, no nosso seio, não registámos essa ocorrência”, disse Dércio Samuel.
O oficial explicou que, apesar de não existir um registo oficial no Comando Provincial, a Polícia está a realizar diligências para apurar a origem e a veracidade das informações que dão conta da alegada morte dos agentes em Iuluti.
Dércio Samuel apelou igualmente às pessoas que tenham informações sobre o caso para que contactem as autoridades, defendendo que a colaboração da população é fundamental para permitir uma intervenção rápida sempre que ocorra algum incidente.
“A Polícia precisa da colaboração de todos os cidadãos. Uma das formas de colaborar com a corporação é a partilha das denúncias, porque pode acontecer alguma coisa e a Polícia não ter conhecimento”, afirmou.
Segundo o chefe das Relações Públicas da PRM, a comunicação atempada de ocorrências às autoridades permite a realização de investigações e ajuda a evitar que informações ainda não confirmadas sejam transformadas em notícias sem base oficial.
A Polícia reconhece que a população desempenha um papel importante na identificação de situações que possam representar riscos à segurança, razão pela qual insiste na necessidade de reforçar os canais de denúncia e comunicação entre as comunidades e as forças de segurança.
Dércio Samuel defendeu também maior responsabilidade na divulgação de informações relacionadas com mortes, crimes e outras ocorrências de segurança, considerando que notícias não confirmadas podem provocar preocupação e insegurança entre os cidadãos.
Aos órgãos de comunicação social, apelou para que procurem sempre confrontar as informações com as autoridades competentes antes da sua publicação, sobretudo quando estejam em causa ocorrências graves.
“Temos de estar unidos para que não haja desinformação, porque pode colocar em causa o bem-estar da população”, aconselhou Dércio Samuel.
Detidos dois indivíduos por simular roubo de 2,9 milhões de meticais
Na mesma ocasião, a PRM apresentou dois indivíduos acusados de simular o roubo de dinheiro que lhes havia sido confiado pelos proprietários para depósito numa agência bancária na cidade de Nampula.
Segundo Dércio Samuel, depois de os proprietários denunciarem o caso à Polícia, foram accionados mecanismos de investigação que culminaram na detenção dos dois indivíduos.
“A Polícia fez diligências, tendo recuperado 2.427.000 meticais, faltando 900 mil meticais. E, de imediato, accionámos os mecanismos visando recuperar o valor em causa”, disse.
Entretanto, os indivíduos negam as acusações e afirmam que caberá às autoridades competentes determinar se, de facto, cometeram o crime de que são acusados.
Agostinho Miguel

