O Projecto de Desenvolvimento Urbano do Norte de Moçambique (PDUNM) reforçou esta segunda-feira o acesso à água potável no município de Nampula, com a entrega de três novos furos de água na localidade de Teacana, bairro de Muahiviri.
Agostinho Miguel
Com um caudal combinado de cerca de 3.500 litros de água por hora, as novas infraestruturas beneficiarão aproximadamente 700 pessoas, aliviando as dificuldades diárias de acesso ao precioso líquido e melhorando as condições de vida da população.
A cerimónia de entrega, dirigida pelo Presidente do Município de Nampula, Luís Giquira, mobilizou centenas de moradores, que receberam o gesto com entusiasmo e esperança renovada.
“O acesso à água é um direito de todos. Com este esforço, estamos a garantir que mais famílias tenham água limpa e segura para o seu consumo diário”, afirmou Giquira, destacando que a iniciativa marca o cumprimento de compromissos assumidos pelo executivo municipal.
A população de Teacana manifestou profunda gratidão pela intervenção e comprometeu-se a preservar os furos e a fazer uso responsável do recurso.
Giquira anunciou ainda que a expansão da rede de abastecimento continuará: mais sete furos serão entregues nos próximos meses nos bairros Namicopo B (3), Napala (2), Nanuco (1) e Maparra (1), no quadro da estratégia municipal para universalizar o acesso à água potável.
O PDUNM, financiado pelo Banco Mundial e implementado pelo Governo de Moçambique através do Fundo de Fomento à Habitação (FFH), já conta com resultados expressivos: oito sistemas de abastecimento de água foram concluídos nas cidades de Nacala, Nampula e Pemba, e outros três estão em fase final de obras em Montepuez.
Mais do que um projeto de furos, o PDUNM integra cinco componentes estratégicos, incluindo infraestruturas urbanas, habitação, regularização fundiária e fortalecimento institucional, contribuindo para o desenvolvimento urbano sustentável e a melhoria dos serviços básicos nas cidades do Norte.
Com a entrega dos furos de Teacana, o município de Nampula dá mais um passo na redução das doenças de origem hídrica e no reforço da saúde pública, mostrando que o desenvolvimento urbano começa pelo acesso à água — a base da dignidade e da vida.

