Banco Mundial garante novos investimentos para Moçambique em energia e corredores regionais

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O Presidente da República, Daniel Francisco Chapo, manteve esta terça-feira, 28 de Outubro, um encontro de alto nível com o Presidente do Banco Mundial (BM), Ajay Banga, que reafirmou o compromisso da instituição em apoiar a transformação económica de Moçambique, com enfoque nos megaprojectos de energia, no desenvolvimento dos corredores regionais e nas reformas macrofiscais em curso.

O encontro, realizado em Washington, surge na sequência da visita de Banga a Moçambique no início deste ano e marcou um avanço nas negociações para a materialização de investimentos concretos no país, incluindo a criação de um novo quadro de parceria estratégica entre o Governo moçambicano e o Banco Mundial.

Falando à imprensa após a reunião, o Presidente Chapo destacou que a energia constitui o pilar central das conversações, sublinhando o papel de Moçambique como futuro “hub energético da região”. O Chefe do Estado apontou o projecto hidroeléctrico de Mphanda Nkuwa, no rio Zambeze, com capacidade instalada de 1.500 megawatts, como uma das prioridades para financiamento do Banco Mundial.

Além da energia hidroeléctrica, o estadista moçambicano destacou o complexo de gás de Temane, actualmente em construção, com capacidade de 450 megawatts, considerado vital para melhorar o abastecimento energético no Grande Maputo e permitir exportações para a África do Sul, consolidando o papel de Moçambique como fornecedor regional de energia.

Outro ponto central da reunião foi o desenvolvimento dos corredores logísticos, com ênfase nos corredores de Maputo, Beira e Nacala. Chapo sublinhou a importância particular do Corredor de Nacala, que liga Moçambique ao Malawi e à Zâmbia, sendo a única rota viável para a exportação dos minérios zambianos.

Ajay Banga, por sua vez, sugeriu que a abordagem aos corredores deve ser integrada e abrangente, combinando infra-estruturas com investimentos em agricultura, agro-processamento e desenvolvimento urbano, para garantir um crescimento económico equilibrado ao longo desses eixos.

O Banco Mundial reafirmou ainda o apoio orçamental a Moçambique, condicionado à aprovação de um novo programa com o Fundo Monetário Internacional (FMI), actualmente em negociação. Segundo o Presidente Chapo, a equipa económica do Governo está a trabalhar “dia e noite” para garantir esse alinhamento institucional.

Banga elogiou os progressos do país em aproveitar os seus recursos naturais — sol, água e gás — e reconheceu os esforços do Executivo na estabilização macroeconómica e nas reformas fiscais. “Moçambique é um país bonito, com muitas oportunidades. O que falta é dar espaço à liderança forte que está a transformar essas oportunidades em resultados concretos”, afirmou o líder do Banco Mundial.

Entre as recomendações deixadas pela instituição financeira constam a melhoria da gestão orçamental, o alargamento da base tributária e o investimento na digitalização da administração pública, tida como instrumento-chave para a transparência, boa governação e combate à corrupção.

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