Mau tempo trava resgates, mas 1.200 pessoas já foram salvas em Gaza

Facebook
Twitter
LinkedIn
Pinterest
Pocket
WhatsApp
blank

A violência das águas do rio Limpopo e o agravamento das condições meteorológicas estão a dificultar seriamente as operações de resgate na província de Gaza, forçando o adiamento de várias missões e colocando em risco as próprias equipas de salvamento.

Segundo informações no terreno, a força da corrente no troço jusante do Limpopo já comprometeu duas embarcações de resgate, uma das quais envolvia uma equipa liderada pelo comandante provincial da Polícia da República de Moçambique (PRM), evidenciando o grau de perigo enfrentado pelas autoridades.

Apesar das adversidades, cerca de 1.200 pessoas foram retiradas de zonas consideradas de alto risco, recorrendo a pequenas embarcações e meios aéreos, e encaminhadas para centros de acomodação nos distritos de Mapai, Chókwè, Guijá, Chibuto e Xai-Xai.

Entre os resgatados encontram-se crianças, mulheres grávidas, idosos e doentes, muitos dos quais permaneceram horas — e em alguns casos dias — isolados, à espera de socorro sobre os tectos de casas ou agarrados a troncos de árvores, numa corrida contra o tempo e contra a subida contínua das águas.

As autoridades admitem que o mau tempo continua a ser o principal obstáculo à expansão das operações, num cenário em que cada missão depende de janelas meteorológicas curtas e instáveis. Enquanto isso, dezenas de comunidades permanecem sob ameaça, confirmando que, em Gaza, a luta não é apenas contra as cheias, mas também contra os limites impostos pela própria natureza.

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *