A Fundação Ariel Glaser rejeitou as acusações de despedimentos sem compensação feitas por trabalhadores suspensos em Pemba, afirmando que os manifestantes não mantêm vínculo contratual directo com a organização, mas sim com a empresa CONTACT – Agência Privada de Emprego, responsável, segundo a instituição, pela gestão dos contratos e pela condução do processo em curso.
A posição consta de um direito de resposta enviado ao jornal NGANI, em reacção à notícia publicada sobre protestos de dezenas de trabalhadores que exigiam pagamento de salários em atraso, indemnizações e outros direitos laborais.
No documento, a Fundação sustenta que não houve despedimento, mas cessação por caducidade dos contratos, associada ao término do contrato de prestação de serviços que fundamentava a afectação dos trabalhadores às actividades da organização.
A instituição refuta também as alegações de que tenha deixado trabalhadores sem meios de subsistência, argumentando que o processo decorre no quadro das responsabilidades da entidade empregadora e em conformidade com a legislação laboral aplicável.
Sobre as preocupações relativas à redução de actividades, a Fundação Ariel Glaser afirma estar a implementar ajustamentos operacionais para assegurar a continuidade dos serviços essenciais, mantendo o compromisso com as comunidades assistidas e com a prestação de cuidados de saúde.
Em relação às denúncias de ilegalidade e injustiça no processo, a organização sustenta que acompanha a situação “com responsabilidade institucional”, assegurando que as medidas em curso observam o quadro legal e respeitam as responsabilidades das entidades envolvidas.
A reacção surge semanas depois de terem sido reportadas suspensões de mais de 600 colaboradores, num contexto associado à redução do financiamento internacional, situação que havia motivado protestos e preocupações sobre impactos sociais em Cabo Delgado.
Com este posicionamento, a Fundação procura afastar responsabilidades directas sobre as reclamações dos trabalhadores e remete para a empresa contratante a gestão das questões laborais levantadas pelos manifestantes. Redacção

