Venâncio Mondlane quer reconstruir Moçambique com dinheiro do país

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A Aliança Nacional para um Moçambique Livre e Autónomo (ANAMOLA) apresentou, esta quarta-feira, uma proposta avaliada em 1,6 mil milhões de dólares para a reconstrução de Moçambique após as cheias que afectaram várias regiões do país, defendendo que a maior parte do dinheiro pode ser mobilizada internamente.

A proposta foi anunciada pelo presidente do partido, Venâncio Mondlane, durante uma conferência de imprensa que estava prevista para junto do Gabinete do Primeiro-Ministro, mas que acabou impedida pela polícia, levando o líder político a falar à imprensa noutro local.

Mondlane explicou que o partido já entregou ao Presidente da República um pedido formal para a convocação do Conselho de Estado, com o objectivo de discutir e aprovar um plano nacional de reconstrução pós-cheias, baseado na realidade vivida pelas populações afectadas.

Segundo o líder do ANAMOLA, Moçambique é um dos países mais vulneráveis a desastres naturais e precisa mudar a forma como reage às tragédias. Para o partido, o país não deve continuar dependente quase exclusivamente da ajuda externa sempre que há ciclones ou cheias.

O plano tem duração de três anos e prevê investimentos em habitação resistente, estradas, escolas, hospitais, agricultura e gestão da água. Para financiar essas áreas, o ANAMOLA propõe usar receitas da mineração e do petróleo, portagens, créditos de carbono, títulos climáticos e um imposto temporário sobre bens de luxo, como viaturas de alta cilindrada e joias.

Com estas fontes, o partido estima mobilizar cerca de 1,3 mil milhões de dólares, ficando apenas cerca de 300 milhões por cobrir com apoio externo. Mondlane defende ainda uma gestão rigorosa dos fundos, com menos gastos em salários, viaturas e despesas administrativas.

Para além da proposta dirigida ao Governo, o ANAMOLA lançou também o programa “Vamos Reconstruir Moçambique”, voltado directamente para os cidadãos, apostando na solidariedade nacional e no envolvimento das comunidades na reconstrução do país. Redacção

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