Cultura
Chega a Moçambique a maior programação cultural Brasil–Moçambique dos últimos anos
A Flotar Plataforma dará início, em 2025, a um ciclo de iniciativas culturais concebidas em parceria com o Instituto Guimarães Rosa e a Embaixada do Brasil em Moçambique, no âmbito das comemorações dos 50 anos de relações diplomáticas entre os dois países.
A proposta reafirma o compromisso de ampliar a circulação artística e promover trocas culturais sustentadas entre Brasil e Moçambique, mobilizando redes criativas e instituições locais.
Entre os parceiros moçambicanos envolvidos estão a AEMO, o Ntsindza – Centro Cultural Municipal, a Associação Cultural Muodjo – KaTembe, a Associação Cultural N’wanartes – Urbanização, o Espaço Makhall Artes – Polana Caniço, o Núcleo de Arte e a L’Attelier Artes & Ofícios. A curadoria é assinada por Amosse Mucavele, Juci Reis e Jorge Dias, com gestão de Cátia Janaina.
Entre 3 e 20 de Dezembro de 2025, Maputo, Matola e KaTembe acolherão, em simultâneo, uma programação que atravessa literatura, artes visuais, dança, fotografia, audiovisual e artes performativas. O conjunto de actividades procura evidenciar a vitalidade das práticas contemporâneas e as múltiplas leituras da afro-diáspora que se expressam nas duas margens do Atlântico.

A agenda inclui também três exposições individuais, dedicadas aos trabalhos de Filipe Oliveira, Jessica Lemos e Josemar Blures, ampliando o campo de diálogo entre linguagem artística, memória e experimentação.
Integram ainda esta edição diversos projectos criativos: Inkumbú: Guardiãs do Tempo – Edição 1, desenvolvido por Jadson Nascimento dos Santos, Marcia Eduarda Santos da Conceição e Alexandro Santos de Jesus; Atlântico nos Olhos: Fotoperformance em Travessia, de Jessica Lemos, Janayna Araujo e Vivian Silva; Afropoetizando – Mar Ancestral: O Mais Próximo de Casa, de Atanael Barros de Oliveira, Adson Luis Santana Barbosa e Álef Matheus Sobrinho Teles; Linhas Invisíveis – Exposição Fotográfica, de Filipe Oliveira Dias Correia e Lucas Souza Gusmão de Araújo; Do Morro ao Mar, conduzido por Josemar Blures de Souza Dias, Emanoel Silva dos Santos e Radí da Conceição; Terra Mãe, O Mundo em Feminino: Afrografias que Sustentam Vidas, com Adriana Gabriela Santos Teixeira e Ayala Oliveira; e Corpo, Indumentária e Transe – Dança e Performatividade Afro-Diaspórica, proposto por Cátia Janaína Matias da Silva, Margarida Lopes de Jesus e Thiago Bispo Oliveira.
Ao reunir criadores, instituições e públicos de diferentes origens, a programação reforça a centralidade do intercâmbio cultural como ferramenta de memória, aprendizagem e criação conjunta. Cada actividade funciona como ponte entre histórias e imaginários partilhados, renovando os vínculos afro-atlânticos e projetando possibilidades de futuro construídas em diálogo.