Buquê de dinheiro dá cadeia no Quénia

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O romantismo feito com notas bancárias acaba de levar um duro golpe no Quénia. O Banco Central do Quénia proibiu oficialmente o uso de dinheiro em arranjos florais decorativos, prática cada vez mais popular em festas, casamentos e datas comemorativas.

Em comunicado a que a imprensa teve acesso, o banco central queniano alertou que enrolar, dobrar ou colar notas para formar buquês equivale à desfiguração da moeda nacional, uma infracção considerada grave pela legislação do país.

Segundo a instituição, quem insistir na moda do “buquê de dinheiro” arrisca até sete anos de prisão, caso seja detido e considerado culpado ao abrigo das leis que regulam o uso da moeda queniana.

A tendência, que ganhou força nos últimos anos, consiste em agrupar notas de diferentes valores e cores, dobradas de forma artística, para imitar flores — um gesto visto por muitos como sinal de luxo, criatividade e demonstração de poder financeiro.

A decisão caiu como um balde de água fria sobretudo sobre o público feminino, numa altura em que muitas mãos já se preparavam para receber buquês… não de rosas, mas de dinheiro vivo, por ocasião do mês dos namorados.

As autoridades monetárias quenianas defendem que, apesar do carácter decorativo, a prática compromete a integridade física das notas e prejudica a circulação normal da moeda, além de transmitir uma mensagem errada sobre o respeito ao dinheiro público.

Em Moçambique, a moda ainda não é proibida, mas o episódio do Quénia pode servir de alerta — ou mesmo de inspiração — para o Banco de Moçambique, numa altura em que o uso indevido de notas também tem sido motivo de preocupação. Por enquanto, no Quénia, o recado é claro: dinheiro é para gastar, poupar ou investir — não para fazer flores. Redacção

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