Mesmo que a Mulher trabalhe ou ganhe mais: o homem é responsável pelas despesas da casa

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É obrigação do homem fazer despesas em casa. Está claro. Não vale a pena fugir com a seringa no nariz. “Quem casa, é quem paga as contas” da casa. Se não quer, não case. Se não aguenta, desista! Ou devolva a filha do dono. Simples quanto isso.

Mesmo que a mulher trabalhe ou ganhe mais dinheiro, a responsabilidade principal pelas despesas da casa é do homem. Essa visão não surge apenas de costumes antigos, mas também de princípios religiosos e culturais que atravessaram gerações. Para mim, o casamento traz consigo um compromisso claro: quem decide casar assume o dever de prover.

A ideia de que o homem é responsável pelas despesas da casa está ligada ao entendimento de que ele é o provedor financeiro da família. Prover significa garantir o básico: alimentação, habitação, vestuário e segurança. Antes de dar qualquer passo rumo ao altar, o homem deveria refletir se tem condições mínimas para sustentar uma esposa e, futuramente, filhos. Casar não é apenas celebrar uma união; é assumir responsabilidades concretas.

A mulher faz despesas por vontade própria — não por imposição

A mulher não é obrigada a partilhar o que ganha com o marido. Se ela trabalha, isso pode ser por vontade própria, por realização pessoal, por desejo de contribuir ou por necessidade. Mas não deve ser visto como obrigação. A contribuição dela pode ser fruto de compreensão, parceria e amor — não de imposição. Quando o homem passa a contar com o salário da mulher para cumprir aquilo que ele deveria assumir como responsabilidade principal, muitos consideram que algo se inverteu.

Há casais que, ao fim do mês, depois de receberem seus salários, dividem as despesas igualmente. Pagam metade da renda, metade da luz, metade da alimentação. Para alguns, isso parece justo. Porém, eu entendo que o casamento não é uma sociedade comercial nem uma relação entre irmãos que repartem contas. É uma união onde cada um tem seu papel definido.

Homem é provedor financeiro em casa

O homem é o provedor financeiro, enquanto a mulher administra o lar e as finanças. Administrar não é o mesmo que prover. Administrar é organizar, planejar, fazer render o que foi conquistado. A mulher é vista como auxiliadora do marido — não como sua substituta. Ela coopera, apoia e fortalece, mas não assume o lugar dele.

Se a mulher se torna ao mesmo tempo provedora e administradora, muitos questionam se há um desequilíbrio. Pode ser que ela faça isso por vontade própria, por amor ou por necessidade temporária. Nesse caso, não há problema. O problema surge quando a obrigação recai sobre ela, como se fosse seu dever sustentar o lar. Obrigar a mulher a arcar com as despesas da casa seria, para essa linha de pensamento, uma inversão de papéis.

Segundo a Bíblia: homem é cabeça do lar

Diversos textos das Escrituras falam sobre a responsabilidade do homem como cabeça do lar e provedor da família. A liderança masculina, nesse sentido, não é autoritarismo, mas responsabilidade. Liderar é assumir o peso das decisões e das obrigações. É proteger, sustentar e cuidar.

É importante destacar que afirmar que o homem é responsável pelas despesas da casa não significa dizer que a mulher não pode ajudar. Ela pode, se quiser. Pode contribuir, investir, apoiar financeiramente. Mas isso deve ser fruto de escolha, não de imposição. A diferença entre ajuda e obrigação é grande. A ajuda fortalece a união; a obrigação pode gerar ressentimento.

Custo de vida, dívidas bancárias,… Não devem servir de desculpas

Vivemos, porém, um tempo de desafios econômicos. O custo de vida aumenta, o desemprego atinge muitas famílias e as dívidas bancárias se tornam comuns. Mesmo assim, dentro dessa perspectiva, as despesas da casa continuam sendo prioridade número um do homem. Antes de qualquer investimento, lazer ou compromisso externo, vem o sustento do lar.

Dividir as despesas faz o homem perder liderança e autoridade. Para eles, quando o homem transfere sua responsabilidade financeira para a esposa, abre mão de parte de seu papel. A liderança não é apenas palavra; é ação concreta. E prover faz parte dessa ação.

Por outro lado, é preciso reconhecer que cada casal vive uma realidade diferente. Existem lares onde a mulher ganha mais, onde o homem enfrenta desemprego ou onde ambos decidiram, em comum acordo, partilhar tudo. O essencial é que haja diálogo, respeito e clareza de responsabilidades. O que não se pode permitir é a falta de compromisso.

Casamento exige maturidade e responsabilidade

Casar exige maturidade. Exige preparo emocional e financeiro. Se um homem decide unir sua vida à de uma mulher, deve garantir condições mínimas para que ela viva com dignidade. Se não está preparado para isso, talvez ainda não seja o momento de assumir tal compromisso. E se, após o casamento, ele transfere à esposa a obrigação de sustentar a casa, convém refletir seriamente sobre o que foi prometido diante de testemunhas e padrinhos.

No lar, cada um tem seu papel. O homem provê financeiramente. A mulher auxilia e administra. Quando ambos compreendem suas funções e as exercem com amor e respeito, a família se fortalece. Mesmo que a mulher trabalhe ou ganhe mais, a responsabilidade pelas despesas da casa, segundo essa visão, continua sendo do homem. 

Por Formador Adriado Fernando Ricardo

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