Mulheres da Renamo denunciam violência e exigem igualdade em Nampula

Facebook
Twitter
LinkedIn
Pinterest
Pocket
WhatsApp
blank

A presidente da Liga Provincial da Mulher da Renamo em Nampula, Eulália de Oliveira, apelou à união e firmeza das mulheres na luta contra a violência e a desigualdade que, segundo afirmou, continuam a marcar diferentes esferas da sociedade moçambicana.

A intervenção ocorreu no âmbito das celebrações do Dia Internacional da Mulher, assinalado a 8 de Março. Na ocasião, a dirigente destacou que muitas mulheres enfrentam discriminação e violência nos sectores laboral, político, económico, educativo e da saúde, defendendo que a mobilização colectiva é essencial para superar esses desafios.

“Perante a violência injusta que se perpetua contra a mulher em várias esferas da sociedade, nós, mulheres, esposas, irmãs e companheiras de luta, não nos curvamos ao fracasso. Dia após dia lutamos pelo nosso empoderamento”, afirmou.

Eulália de Oliveira sublinhou que a causa feminina passa pela resistência a todas as formas de exploração e opressão, seja no ambiente familiar, nas escolas, nos locais de trabalho ou nos espaços públicos. Para a dirigente, a igualdade de oportunidades entre homens e mulheres deve ser uma meta permanente, permitindo que a mulher desempenhe plenamente o seu papel na sociedade.

A responsável reconheceu que, em muitos contextos, persiste a visão tradicional que limita a mulher às tarefas domésticas. “Em África, muitas vezes a mulher ainda é vista apenas na cozinha, cuidando da casa e da família. Apesar de a maternidade ser sagrada, muitas mulheres continuam a enfrentar situações de insegurança e dificuldades”, observou.

No plano interno, a dirigente apelou à coesão das mulheres no seio do partido, defendendo que devem fortalecer a organização e afirmar-se como exemplo de liderança e responsabilidade. “O nosso partido deve mostrar ao país que a mulher da Renamo é exemplo nas suas acções, no trabalho, na família e na sociedade”, declarou.

blank

Eulália de Oliveira defendeu ainda que a afirmação feminina deve ser construída com base no respeito e solidariedade entre mulheres, evitando práticas de discriminação ou exclusão.

A dirigente considerou que, embora exista uma data dedicada à mulher, o reconhecimento do seu contributo deve ser permanente. “A mulher não precisa de um único dia para ser homenageada. Todos os dias são momentos para reconhecer o seu trabalho e dedicação”, afirmou.

Num contexto que classificou como difícil para muitas famílias, sobretudo para mulheres afectadas por perdas materiais e situações de vulnerabilidade, apelou à solidariedade colectiva. “Que possamos transformar este momento de dor numa corrente de solidariedade”, disse.

A presidente da Liga Provincial da Mulher da Renamo concluiu sublinhando a coragem e a resiliência das mulheres moçambicanas, defendendo que a união continua a ser a principal força na luta por mais igualdade e dignidade. Agostinho Miguel

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *