Sem pompa: Marcelo deixa Presidência a pé após dez anos

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O Presidente da República Portuguesa, Marcelo Rebelo de Sousa, deverá encerrar o seu segundo e último mandato com um gesto carregado de simbolismo: deixar o Palácio de Belém a pé, repetindo a forma como entrou para assumir funções há dez anos.

Em 2016, Marcelo surpreendeu ao subir a Calçada da Ajuda a pé para a cerimónia de tomada de posse, marcando desde o início um estilo de proximidade e informalidade no exercício do cargo. Agora, a poucos dias do termo oficial do mandato, previsto para 9 de Março de 2026, o Chefe de Estado terá manifestado a intenção de sair com o mesmo gesto, evitando aparato excessivo e sublinhando a simplicidade que procurou associar à sua presidência.

A decisão reforça a imagem pública construída ao longo da última década, período em que ficou conhecido como o “Presidente dos Afetos”, designação associada à sua presença constante junto das populações e à comunicação directa com os cidadãos.

O mandato termina formalmente com a posse do novo Presidente da República, António José Seguro, eleito nas últimas eleições presidenciais. A cerimónia de investidura seguirá os procedimentos constitucionais na Assembleia da República.

Além do ritual institucional, a atenção pública deverá concentrar-se no momento da saída de Marcelo Rebelo de Sousa do Palácio de Belém, num gesto que pretende simbolizar uma transição serena e reafirmar a dimensão humana do cargo.

Ao concluir dez anos de presidência — período marcado por desafios como a pandemia da Covid-19, crises políticas e sucessivos debates institucionais — Marcelo prepara-se para regressar à vida civil da mesma forma como iniciou o mandato: caminhando, num acto que procura sintetizar o estilo pessoal que imprimiu à chefia do Estado. Redacção

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