ANAMOLA desvaloriza VAMOS e chama petição de manobra sem credibilidade

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O debate político em Nampula ganhou novos contornos após o coordenador provincial do partido ANAMOLA, Castro Eleutério Niquina, tornar públicas acusações contra o grupo informal VAMOS, que recentemente anunciou a intenção de submeter uma petição contra aquela formação política.

Em declarações de teor acusatório, Niquina descreve o VAMOS como um grupo sem credibilidade e legitimidade política, alegadamente liderado por um indivíduo identificado como Mussagy Carlos, e acusa os seus membros de actuarem com motivações obscuras e interesses ligados ao poder.

Segundo o coordenador, o grupo terá surgido ainda no período que antecede a criação do ANAMOLA, quando se apresentava como uma estrutura política em formação sob a designação de ANAMALALA. Na altura, de acordo com a denúncia, membros do grupo terão tentado recrutar coordenadores provinciais em Nampula, Niassa e Sofala.

Niquina afirma que, durante esses contactos, foram feitas promessas de pagamento mensal na ordem de 100 mil meticais, bem como a oferta de viaturas novas, numa tentativa de atrair quadros para o projecto. Contudo, segundo sustenta, nenhuma das abordagens teve sucesso.

A denúncia aponta ainda para o envolvimento de um indivíduo identificado como Jeck, descrito como antigo colaborador do grupo e actualmente associado ao partido PODEMOS, como sendo um dos responsáveis pelos referidos contactos.

O anúncio recente da petição contra o ANAMOLA é interpretado pelo coordenador provincial como uma tentativa de ganhar visibilidade política e reposicionar-se no xadrez partidário, num contexto em que novas formações procuram afirmar-se junto da opinião pública.

Até ao momento, o grupo VAMOS não reagiu oficialmente às acusações. A ausência de contraditório mantém o caso envolto em controvérsia, alimentando o debate público sobre a credibilidade dos actores emergentes e a transparência no processo de organização política no país.

Analistas entendem que o caso poderá evoluir para instâncias formais, caso as acusações venham a ser objecto de queixa junto das autoridades competentes, num momento em que o ambiente político se mostra cada vez mais tenso e competitivo em Nampula. Redacção

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