Acidente de viação causa três mortos e dois feridos em Xai-Xai

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Três pessoas perderam a vida e outras duas ficaram feridas, na madrugada deste sábado (04), em consequência de um acidente de viação registado na cidade de Xai-Xai, província de Gaza.

O sinistro ocorreu por volta das 5h00, junto à Escola Secundária Joaquim Chissano, na Estrada Nacional Nº1 (EN1). Segundo a Polícia de Trânsito, tratou-se de um despiste seguido de capotamento de uma viatura ligeira que transportava cinco ocupantes.

Três passageiros perderam a vida no local, enquanto os dois sobreviventes foram evacuados para o Hospital Provincial de Xai-Xai, onde permanecem internados sob cuidados médicos intensivos. De acordo com a Polícia de Trânsito, o excesso de velocidade aliado à condução sob efeito de álcool está entre as prováveis causas do acidente.

O acidente acontece num contexto preocupante de aumento da sinistralidade rodoviária em Moçambique. Só nos últimos oito meses, o país registou 430 acidentes de viação, que resultaram em 575 mortes, de acordo com dados recentemente divulgados pelo porta-voz do Conselho de Ministros, Inocêncio Impissa.

O número representa um aumento de 71 óbitos (14%) em comparação com igual período de 2024, quando haviam sido contabilizadas 504 mortes. Também se registou uma subida no número de acidentes, que passou de 410 para 430, o que corresponde a mais 20 casos em relação ao ano anterior.

Segundo o relatório de implementação do Plano de Segurança Rodoviária apreciado pelo Executivo, 30,1 pessoas morrem em acidentes de viação por cada 100 mil habitantes em Moçambique, um indicador que o próprio Governo classifica de “extremamente preocupante”.

Estradas da morte

A EN1, onde ocorreu o acidente deste sábado, continua a ser apontada como uma das estradas mais perigosas do país, pelo elevado tráfego e pela frequência de acidentes fatais. Especialistas em segurança rodoviária têm alertado para a combinação de factores como a má manutenção das viaturas, o consumo de álcool, o excesso de velocidade e as deficiências na fiscalização.

Enquanto isso, familiares e amigos das vítimas aguardam com dor pela confirmação oficial das identidades e pelo desenrolar do processo médico dos dois sobreviventes. Para muitos, mais um episódio trágico que engrossa a estatística nacional e deixa famílias enlutadas.

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