Polícia de Inhambane aprende inglês para melhorar atendimento aos turistas

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A Província de Inhambane deu início a uma iniciativa que procura responder a uma das fragilidades frequentemente apontadas por visitantes estrangeiros: as dificuldades de comunicação entre agentes da Polícia e turistas. Quarenta agentes da Polícia de Trânsito estão a receber formação intensiva em língua inglesa, turismo e hospitalidade, numa aposta para tornar o atendimento mais eficiente e reforçar a imagem da província como destino turístico de excelência.

O Governador de Inhambane, Francisco Pagula, visitou esta quarta-feira, as turmas que frequentam a formação no Instituto Industrial e Comercial Eduardo Mondlane, na cidade de Inhambane, destacando a importância de dotar os agentes de competências linguísticas e de atendimento compatíveis com o crescente fluxo de visitantes nacionais e internacionais.

Promovida pelo Conselho Executivo Provincial, através da Direcção Provincial da Cultura e Turismo, em parceria com a Escola Superior de Hotelaria e Turismo, a iniciativa pretende melhorar a capacidade dos agentes para comunicar em língua inglesa, prestar informações claras aos visitantes e adoptar boas práticas de hospitalidade e acolhimento.

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Durante três meses, os 40 agentes, distribuídos por duas turmas, beneficiarão de uma capacitação intensiva orientada para fortalecer a relação entre a Polícia e os turistas, contribuindo para uma experiência mais segura, organizada e positiva de quem visita a província.

Na ocasião, Francisco Pagula considerou que o investimento na qualificação dos agentes representa um passo estratégico para consolidar Inhambane como um destino turístico seguro, competitivo e reconhecido pela qualidade do seu atendimento. O governante apelou aos formandos para que coloquem os conhecimentos adquiridos ao serviço do cidadão e se afirmem como verdadeiros embaixadores do turismo provincial.

A formação deverá ser alargada, numa fase posterior, a mais efectivos da Polícia da República de Moçambique (PRM), do Serviço Nacional de Migração (SENAMI), bem como a guias de turismo e vendedores de rua, numa estratégia integrada destinada a elevar os padrões de acolhimento dos visitantes.

Embora o domínio da língua inglesa, por si só, não resolva os desafios do sector, a iniciativa representa um passo importante para reduzir barreiras de comunicação que, durante anos, dificultaram a assistência a turistas estrangeiros e afectaram a percepção sobre a qualidade dos serviços prestados pelas autoridades locais. Num destino onde o turismo constitui um dos principais motores da economia, comunicar melhor pode ser tão importante quanto garantir a segurança.

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