Tribunal inocenta membros da igreja acusados de tortura psicológica a um crente

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A primeira seção do tribunal judicial do distrito de Massinga, em Inhambane, inocentou hoje(24) representantes da Igreja das Testemunhas de Jeová do crime de tortura psicológica, intimidação e ameaça a um dos seus crentes.

O facto ocorreu no ano passado, quando um jovem de 28 anos, crente da Igreja das Testemunhas de Jeová, gravou vídeos e fotografou conteúdos desta congregação religiosa considerados como segredos, e os publicou na internet.

Essa situação não foi bem recebida pelos demais crentes da mesma igreja.

Perante esta situação, os responsáveis da igreja solicitaram que o jovem que publicou as informações tidas como confidenciais se apresentasse para um interrogatório dentro da Igreja.

Esse interrogatório, segundo consta nos autos do processo, durou dois dias, com sessões de 3 a 6 horas cada, mantendo toda a privacidade e obrigando o jovem a remover as informações publicadas na internet.

Durante esse processo, o jovem ficou quase 3 a 4 horas sem comer e sem beber água, sentindo-se ameaçado e violentado psicologicamente; após isso, submeteu uma queixa ao Ministério Público.

O juiz da causa, Arsénio Nhanombe, absolveu os réus alegando insuficiência de elementos de prova que os incriminassem.

Segundo o juiz, o tribunal judicial de Massinga considerou não procedente a acusação por falta de comprovação e, por conseguinte, absolveu os réus José Adriano Paulo, Orlando Magaissa e Adílson Domingos pela insuficiência de provas que lhes incriminassem.

Não conformado com a sentença, o advogado do jovem denunciante, Holifero Holifero, afirmou que irá recorrer ao tribunal de recursos porque não houve justiça.

“Vamos recorrer; o denunciante ficou mais de três horas sem comer nem beber água, privado da sua liberdade durante o interrogatório porque queriam informações e culminou com a expulsão dele da Igreja”, declarou Holifero.

Já o defensor da Igreja, Parbato Dauto, disse estar satisfeito com a sentença, acreditando que a justiça foi feita. “Certamente estou satisfeito com a sentença; finalmente o juiz acendeu a chama da justiça. Foi possível provar que não havia elementos para que este processo chegasse até aqui”, disse Dauto.

Vale ressaltar que o jovem que registrou a queixa no tribunal também era colaborador como tradutor de folhetos e livros dentro da Igreja.(Fonte: Rádio Comunitária Kusinga)

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