Polícia detém agente da UIR acusado de extorsão e outros crimes em Nampula

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A Polícia da República de Moçambique (PRM) deteve, na cidade de Nampula, um indivíduo de 29 anos, membro da Polícia da República de Moçambique afeto à Unidade de Intervenção Rápida (UIR), acusado de envolvimento em vários crimes, incluindo extorsão, juntamente com dois outros indivíduos apontados como seus comparsas.

Segundo a PRM, o agente encontrava-se em situação de deserção, por não se apresentar ao serviço há mais de três anos, período durante o qual terá passado a usar o uniforme policial para extorquir cidadãos, simulando acções de autoridade.

Apresentado à imprensa, o suspeito nega integrar uma rede criminosa, mas admite ter cobrado dinheiro após interpelar um alegado ladrão e recuperar bens pertencentes a uma mulher do seu bairro. “Reconheço que errei ao receber dinheiro do comprador dos bens recuperados, mas não faço parte de nenhum grupo criminoso”, declarou, acrescentando que recebeu quatro mil meticais no processo.

Sobre o afastamento prolongado da corporação, o agente afirmou que se ausentou por motivos de saúde, reconhecendo, contudo, que ainda não regularizou a sua situação junto da PRM. “Pode ser considerado deserção, mas estive doente e depois não voltei ao serviço”, justificou.

Um dos indivíduos apontados como comparsa confessou o roubo de um televisor plasma e de um telemóvel, praticado, segundo disse, de forma isolada, numa residência. O mesmo acusou o agente da UIR de o ter extorquido, juntamente com o comprador dos bens roubados, em valores que totalizam oito mil meticais, além da apreensão de telemóveis e documentos pessoais. “Ele dizia ser polícia, estava fardado, com algemas e arma. Depois de receber o dinheiro, desapareceu”, relatou.

Na mesma conferência de imprensa, a PRM anunciou ainda a detenção de um jovem acusado de usurpação de funções, por se fazer passar por agente policial. De acordo com a corporação, o suspeito frequentou um curso de formação policial em Matalane, mas foi expulso por má conduta. Posteriormente, apropriou-se de um distintivo pertencente ao pai, agente na reserva, e passou a utilizá-lo para extorquir cidadãos sob ameaça de detenção.

As autoridades garantem que os casos estão sob investigação e asseguram que os envolvidos serão responsabilizados criminalmente, sublinhando que a corporação não tolera comportamentos que manchem a imagem da Polícia. Celso Alfredo

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