Idosos ameaçam sair à rua por causa das pensões

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Associações de pensionistas estão a preparar manifestações para contestar aquilo que consideram serem cortes injustos nas pensões pagas pelo Instituto Nacional de Segurança Social (INSS), avançou a TV Sucesso.

Segundo a estação televisiva, os reformados acusam as recentes alterações à legislação da Segurança Social de terem introduzido critérios mais restritivos para o acesso às pensões, situação que, alegadamente, está a afectar milhares de beneficiários em todo o país.

Os pensionistas defendem que as novas regras estão a comprometer os rendimentos de muitos idosos, colocando-os em situação de maior vulnerabilidade económica numa fase da vida em que dependem essencialmente da reforma para garantir a sua subsistência.

Durante os protestos previstos, os participantes deverão exibir mensagens de contestação ao Estado e às entidades responsáveis pela gestão da Segurança Social, denunciando aquilo que consideram ser uma quebra de confiança em relação aos direitos adquiridos ao longo de décadas de trabalho e contribuições.

Citada pela TV Sucesso, uma das vozes da contestação afirmou sentir-se prejudicada pelas mudanças introduzidas no sistema.

“Contribuí durante décadas e agora dizem-me que não tenho direito ao valor completo da minha pensão”, lamentou um reformado.

Entre as principais reclamações está igualmente a alegada falta de diálogo entre as autoridades e os beneficiários afectados. Os pensionistas defendem que as instituições responsáveis não têm prestado esclarecimentos suficientes sobre a aplicação das novas regras nem demonstrado sensibilidade perante as dificuldades enfrentadas pelos idosos.

As associações envolvidas exigem uma revisão urgente dos critérios adoptados e pedem maior transparência na gestão do sistema de pensões, argumentando que a reforma deve garantir segurança financeira e dignidade aos trabalhadores após o fim da vida activa.

De acordo com a TV Sucesso, novos encontros entre associações de pensionistas deverão ocorrer nos próximos dias para definir o calendário das manifestações e outras formas de pressão junto das autoridades. Redacção

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