Moçambique e Malawi deram, na terça-feira (18), um passo decisivo para reforçar o controlo nas fronteiras e acelerar o fluxo de comércio legal entre os dois países. A Autoridade Tributária de Moçambique (AT), através da sua Delegação de Tete, reuniu-se com altos responsáveis da Autoridade Fiscal Malawiana (MRA) para alinhar mecanismos de fiscalização aduaneira e fechar brechas usadas para contrabando e evasão.
O encontro, convocado pelo Consulado Geral do Malawi, juntou ainda gestores dos Portos e Caminhos de Ferro de Moçambique (CFM), numa mesa onde se discutiram problemas concretos: controlo da vasta linha fronteiriça, troca rápida de informações, combate a mercadorias ilegais e melhoria do funcionamento da fronteira de Vila Nova da Fronteira, em Mutarara.
O Delegado da AT em Tete, Ricardo Nhantumbo, sublinhou que esta articulação surge num momento decisivo. Moçambique e Malawi estão na fase de implementação das Fronteiras de Paragem Única — Dedza–Calómuè e Zóbuè–Mwanza — um modelo que promete reduzir tempos de espera, agilizar processos aduaneiros e impulsionar o comércio transversal entre os dois países.
Do lado malawiano, a chefe da delegação, Rachael Napsela, destacou o encontro como estratégico, especialmente porque o Malawi está a concluir a construção da linha férrea que ligará o seu território ao Porto da Beira. A nova infraestrutura, que deverá passar pela delegação aduaneira de Vila Nova da Fronteira, é vista pelo Malawi como um corredor vital para o escoamento de mercadorias e para diminuir custos logísticos.
A reunião terminou com o compromisso mútuo de reforçar operações conjuntas, partilha de dados e acções de fiscalização coordenada — um movimento que pretende transformar as fronteiras Moçambique–Malawi em pontos de passagem mais seguros, eficientes e economicamente produtivos.

