Banco Mundial abre a torneira: Moçambique pode receber 2,5 mil milhões de dólares até 2031

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Moçambique continua a aprofundar a sua dependência do financiamento externo. No terceiro trimestre de 2025, o Grupo Banco Mundial já representava 30,4% do total da dívida pública externa do país, avaliada em 9,7 mil milhões de dólares, através da Associação Internacional para o Desenvolvimento (IDA).

É neste contexto que a instituição prevê mobilizar cerca de 971 milhões de dólares no âmbito do novo Quadro de Parceria com Moçambique (CPF), aprovado na semana passada e válido para o período de 2026 a 2031. Segundo o Governo, o montante poderá ascender a 2,5 mil milhões de dólares, caso se concretizem mecanismos adicionais de financiamento.

De acordo com um comunicado do Ministério das Finanças, os recursos resultarão de uma combinação de créditos concessionais da IDA, instrumentos de garantia, financiamento combinado e serviços de assessoria técnica.

O Governo assegura que os fundos estarão direccionados para sectores considerados estratégicos e com elevado potencial de transformação económica, incluindo energia, agro-negócio, turismo, desenvolvimento de competências da força de trabalho e reforço da estabilidade macrofiscal, com destaque para o desenvolvimento de corredores económicos.

Paralelamente, o Conselho de Administração do Grupo Banco Mundial aprovou o acesso de Moçambique a cerca de 450 milhões de dólares ao abrigo da Prevention and Resilience Allocation (PRA), um mecanismo destinado a países afectados por fragilidade, conflitos ou instabilidade institucional.

Segundo a nota oficial, este financiamento visa apoiar a prevenção de conflitos, a mitigação de factores de fragilidade e o reforço da resiliência institucional e social, complementando os esforços do Executivo na promoção da paz, do desenvolvimento sustentável e da redução da pobreza.

O Ministério das Finanças refere ainda que o novo CPF resulta de um processo alargado de consultas com o Governo, sector privado, sociedade civil e parceiros de desenvolvimento, visando alinhar prioridades e consolidar uma visão partilhada para o futuro do país. Redacção

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