Banco Africano de Desenvolvimento financia reforço da saúde na África Austral

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O Banco Africano de Desenvolvimento aprovou um financiamento de 9,57 milhões de dólares para ajudar países da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) a reforçar os seus sistemas de saúde e melhorar a capacidade de resposta a emergências sanitárias.

O apoio foi aprovado a 3 de Março de 2026 pelo Fundo Africano de Desenvolvimento, braço concessional do banco que financia projetos em países africanos de menor rendimento.

O dinheiro será aplicado no Projeto de Sistemas de Saúde Resilientes para Preparação para Emergências, uma iniciativa destinada a melhorar a resposta da região a crises de saúde pública, como epidemias, surtos de cólera e problemas de desnutrição.

Como parte do projecto, serão formados 449 técnicos de laboratório, agentes de saúde comunitária e formadores, entre os quais 269 mulheres. Além disso, 35 especialistas em nutrição, incluindo 21 mulheres, irão receber formação e certificação para trabalhar em situações de emergência. A revisão dos programas de formação deverá beneficiar cerca de 240 estudantes por ano, ajudando a criar mais especialistas na área da saúde e da nutrição na região.

Modernização de laboratórios

O projecto prevê ainda renovação e equipamento de laboratórios de diagnóstico e vigilância ambiental em seis países da região. Em Moçambique, o Instituto Nacional de Saúde será modernizado para funcionar como laboratório regional de referência.

A iniciativa inclui também o reforço do banco nacional de sangue do Lesoto e a criação de um sistema regional de cooperação entre laboratórios de países vizinhos.

Está igualmente prevista a criação de um laboratório móvel transfronteiriço, que deverá operar em dois pontos estratégicos de fronteira entre Moçambique e o Zimbabué, para melhorar a detecção rápida de doenças.

Segundo o director regional do Banco Africano de Desenvolvimento para a África Austral, Kennedy Mbekeani, muitos países da região continuam vulneráveis a epidemias, doenças transmitidas por animais e elevados níveis de desnutrição. Para o responsável, o projecto pretende fortalecer os sistemas de saúde e melhorar a preparação dos países para futuras emergências sanitárias. Redacção

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