Arcebispo de Nampula responsabiliza elites políticas pelo sofrimento da juventude

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O Arcebispo de Nampula, Dom Inácio Saure, acusou dirigentes moçambicanos de privilegiarem interesses pessoais em detrimento do bem comum, considerando que essa postura está na origem do agravamento das condições de vida da população, com efeitos particularmente severos sobre os jovens.

A crítica foi feita no último domingo, durante a homilia que marcou o início do Ano Pastoral da Juventude. Na ocasião, o prelado afirmou que o país enfrenta consequências diretas da ganância, da ausência de ética pública e da captura das instituições por uma elite que, segundo disse, se protege a si própria enquanto deixa a maioria da população à margem do desenvolvimento.

Para Dom Inácio Saure, a juventude é hoje o segmento mais exposto às falhas deste modelo de governação. A falta de emprego digno, o acesso limitado a uma educação de qualidade e a escassez de oportunidades reais estariam, na sua visão, a empurrar muitos jovens para a frustração social, a exclusão económica e a vulnerabilidade à manipulação.

O Arcebispo advertiu ainda para tentativas de instrumentalização da juventude, apelando a uma postura crítica e vigilante. Segundo afirmou, há atores políticos, económicos e ideológicos que se aproximam dos jovens não com o objetivo de os servir, mas de os utilizar como meios descartáveis para fins pessoais e projetos de poder.

Na mesma intervenção, Dom Inácio Saure abordou o que classificou como desvirtuamento da fé cristã, denunciando práticas de exploração religiosa. Referiu-se a indivíduos que, segundo disse, transformaram a religião num negócio, usando o Evangelho como instrumento de enriquecimento material. Para o líder religioso, tais práticas contradizem os ensinamentos de Jesus Cristo e representam uma distorção grave da mensagem cristã. Redacção

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