Chapo promete “mudar o pasto dos cabritos” e transformar combate à corrupção em missão nacional

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O Presidente da República, Daniel Chapo, encerrou esta terça-feira (14) a Conferência Nacional sobre o Combate à Corrupção, com um apelo à união de todos os moçambicanos para erradicar um dos maiores males que corroem o país. O Chefe do Estado defendeu que a luta contra a corrupção deve deixar de ser um slogan para se tornar “um modo de governar”.

No discurso de encerramento do encontro, realizado sob o lema “Por um Moçambique Livre da Corrupção”, Chapo afirmou que o país precisa iniciar “uma nova etapa” baseada na integridade, transparência e responsabilidade.

“O combate à corrupção não é um acto, é um processo. Não é uma bandeira, é um modo de governar”, disse o estadista, acrescentando que o Governo pretende transformar esta luta numa missão colectiva e permanente.

Entre as medidas concretas já em curso, o Presidente destacou a suspensão da compra de aviões pela Linhas Aéreas de Moçambique (LAM), que classificou como um exemplo da nova postura do Executivo na gestão do erário público.

“Estamos a mudar o pasto dos cabritos, para que o pasto seja pura e simplesmente o seu salário, e não o dinheiro do povo”, declarou.

Chapo anunciou ainda reformas na contratação pública e no controlo financeiro, sublinhando que “cada contratação bem conduzida é uma porta que se fecha à corrupção”.

“Queremos um Estado que previna, não apenas que reaja”, frisou o Chefe do Estado, acrescentando que “um Governo que exige integridade deve ser o primeiro a agir com integridade”.

O Presidente exortou igualmente a sociedade civil, a comunicação social, os jovens e o sector privado a assumirem papéis activos na luta contra a corrupção. Aos jovens, em particular, deixou um apelo simbólico:

“Façam da integridade a vossa moda. Uma moda que pega para todos os moçambicanos.”

A conferência terminou com a adopção da “Declaração de Maputo”, documento que servirá de guia para acções concretas no combate à corrupção. Chapo pediu que o encontro seja lembrado “não pelo tamanho das palavras, mas pela profundidade das mudanças que vai inspirar”.

“Enquanto estivermos juntos, não haverá espaço para a cultura da ‘nhonga’, do ‘refresco’ ou do ‘cabritismo’”, concluiu.

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