O Presidente da República de Moçambique decidiu permanecer no país para reforçar, a partir do território nacional, a liderança política e a coordenação institucional da resposta do Estado às populações afectadas pelas cheias que assolam várias regiões do país.
Segundo um comunicado do Governo, a decisão surge face à evolução do quadro no terreno e tem como objectivo assegurar uma resposta integrada e eficaz às necessidades imediatas das comunidades atingidas, colocando como prioridade absoluta a protecção da vida humana, a assistência às famílias em situação de vulnerabilidade e a salvaguarda de infra-estruturas essenciais.
O Executivo refere ainda que estão em curso acções de preparação para a fase de recuperação e reconstrução das zonas afectadas, num contexto em que os impactos das cheias continuam a exigir intervenção coordenada e presença directa da liderança do Estado.
Apesar da ausência do Chefe do Estado, Moçambique estará representado na 56.ª Reunião Anual do Fórum Económico Mundial, que decorre em Davos, por altas individualidades do Estado. A participação do país visa garantir uma presença activa nos debates de alto nível, com destaque para temas como financiamento climático, resiliência às mudanças climáticas, desenvolvimento sustentável e cooperação internacional.
De acordo com o Governo, a presença moçambicana no encontro mantém-se alinhada com a estratégia de diplomacia económica, centrada na mobilização de parcerias estratégicas, no reforço do investimento em infra-estruturas resilientes e na captação de apoio internacional para países altamente vulneráveis aos impactos das mudanças climáticas, como é o caso de Moçambique.
Enquanto decorrem os trabalhos do Fórum, o Governo assegura que, no terreno, continua a resposta humanitária às populações afectadas, sob coordenação das instituições competentes e através do Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD), em articulação com parceiros nacionais e internacionais.
A edição de 2026 do Fórum Económico Mundial decorre sob o lema “Um Espírito de Diálogo” e centra-se em matérias como cooperação internacional, crescimento económico, investimento no capital humano, inovação responsável e prosperidade dentro dos limites ambientais, temas considerados estratégicos para a agenda do Estado moçambicano.
Com esta decisão, o Presidente da República reafirma, segundo o Governo, uma liderança orientada para a responsabilidade e proximidade com os cidadãos, procurando assegurar que o país responde às emergências internas sem comprometer a sua participação activa nos principais fóruns globais.

