Resiliência e revolução energética: Conferência dos 50 anos da HCB mira industrialização e justiça social

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Presidente da República de Moçambique, Daniel Chapo, presidiu hoje a abertura oficial da Conferência Internacional que marca os 50 anos da Hidroeléctrica de Cahora Bassa (HCB). O evento decorre na Magna Sala do Centro Internacional de Conferências Joaquim Chissano, sob o lema “Ontem, Hoje e o Futuro, uma empresa estratégica e estruturante de Moçambique e da Região”. 

Em seu discurso, o Chefe de Estado destacou a honra elevada de liderar a cerimónia, sublinhando o papel histórico da HCB no desenvolvimento energético e socioeconómico do país. A conferência reúne especialistas, parceiros e autoridades para reflectir sobre o passado, presente e futuro da empresa. 

Desde a sua inauguração em 1974, a HCB consolidou-se como a maior fonte de energia de Moçambique, garantindo não apenas eletricidade para o país, mas também contribuindo para a integração regional através de exportações para nações vizinhas. Para além das fronteiras nacionais, a HCB mantém seu papel como atalho para a integração energética da SADC, garantindo estabidade no fornecimento e atraindo investimentos. 

O Presidente Chapo enfatizou que a celebração não se limita ao marco temporal, mas reconhece a relevância contínua da HCB na dinamização de projetos estruturantes. Entre eles, destacou o Projecto Mphanda Nkuwa, atual prioridade nacional para expansão da capacidade energética. 

O projecto, actualmente em fase de concessão, foi apontado como herdeiro do legado da HCB. A empresa contribui com know-how técnico, recursos financeiros e experiência acumulada para assegurar sua materialização até 2030. 

O Chefe de Estado reforçou ainda a visão governativa de que investimentos em infraestruturas energísticas devem gerar benefícios tangíveis para a população. “Jurámos servir arduamente o povo moçambicano, e projetos como estes são pilares para o progresso”, declarou. 

A conferência abordou a modernização da barragem, com tecnologias para aumentar sua eficiência e reduzir impactos ambientais, alinhando-se às metas globais de energia limpa.

Painéis técnicos relembraram os desafios superados na construção da HCB, desde tensões geopolíticas durante o colonialismo até sua nacionalização em 2007, simbolizando a resiliência moçambicana. 

O Presidente Chapo exortou a HCB a reforçar programas de responsabilidade social, especialmente em Tete, onde a barragem está localizada, visando melhorar acesso à educação e saúde. 

O governo projetou que, com a conclusão de Mphanda Nkuwa, Moçambique poderá triplicar sua produção energética, reforçando a sua posição como potência regional e impulsionando industrialização.

Por Victor Xavier

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