Roubo de redes mosquiteiras põe em risco combate à malária no Niassa

Facebook
Twitter
LinkedIn
Pinterest
Pocket
WhatsApp
blank

O Conselho dos Serviços Provinciais de Representação do Estado no Niassa afirmou que vai agir “com firmeza” contra os responsáveis pelo roubo de redes mosquiteiras destinadas à distribuição gratuita, alertando para os impactos directos do caso no combate à malária na província.

Em comunicado, divulgado esta terça-feira, em Lichinga, o órgão refere que estão em causa 1.250 redes mosquiteiras subtraídas nos distritos de Mecanhelas e Metarica, por indivíduos ainda não identificados.

Segundo o documento, o desvio destes meios compromete os esforços do Governo e dos seus parceiros na prevenção da malária, doença que continua a afectar de forma significativa as comunidades mais vulneráveis. “Este tipo de prática representa um golpe nos programas de saúde pública”, indica o comunicado.

As autoridades asseguram que decorrem diligências para o esclarecimento do caso e responsabilização dos envolvidos, não excluindo a existência de esquemas organizados de desvio e comercialização ilegal de bens destinados a programas sociais.

Na mesma ocasião, o Secretário de Estado no Niassa apelou à colaboração da população, instando os cidadãos a denunciarem a venda ilegal de redes mosquiteiras e outros bens de distribuição gratuita, como forma de travar práticas que fragilizam a resposta sanitária.

O caso foi tornado público durante a VII Sessão Ordinária do conselho provincial, encontro que analisou, entre outros pontos, a situação da ordem e segurança pública, a vigilância epidemiológica, a gestão de infraestruturas energéticas — incluindo sistemas solares —, bem como processos administrativos ligados à função pública e a reinserção social de reclusos.

Num contexto em que a malária continua a ser uma das principais causas de doença no país, o desaparecimento de redes mosquiteiras — consideradas uma das principais medidas de prevenção — levanta preocupações adicionais sobre a eficácia e a integridade dos mecanismos de distribuição de bens essenciais.  Redacção

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *