Operação armada em casa de dirigente da ANAMOLA choca Matola

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A residência do coordenador da cidade da Matola da ANAMOLA, Tonito Cipriano, foi invadida na tarde de segunda-feira por um grupo de cerca de 15 homens armados, num episódio que está a gerar forte controvérsia e a suscitar dúvidas sobre a legalidade da operação.

De acordo com informações fornecidas por testemunhas e confirmadas por membros do partido, os indivíduos entraram na residência quando o coordenador se encontrava no local de trabalho. No interior da casa estavam apenas os filhos do dirigente, que terão sido intimidados durante a incursão. Apesar do susto, não há registo de feridos.

Perante o sucedido, o mandatário judicial do caso, Sérgio Matsinhe, submeteu uma queixa formal junto da Procuradora-Chefe da Província de Maputo, solicitando a abertura de uma investigação para apurar as circunstâncias da operação e a sua conformidade com os procedimentos legais.

Segundo o advogado, a presença de um contingente significativo de homens armados numa residência privada, na ausência do visado, levanta “sérias preocupações quanto ao respeito pelas garantias constitucionais e pelos trâmites legais exigidos para este tipo de acções”.

Na tentativa de obter esclarecimentos imediatos, representantes da ANAMOLA deslocaram-se à 7.ª Esquadra da Polícia da República de Moçambique (PRM), situada no bairro T3, na Matola. No entanto, segundo os mesmos, a chefe de operações do Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC) naquela unidade declarou não ter conhecimento nem envolvimento institucional na referida operação.

A ausência, até ao momento, de uma explicação oficial sobre quem ordenou ou executou a acção intensifica as dúvidas em torno da origem da incursão e do enquadramento legal da mesma.

Membros da ANAMOLA consideram que o episódio se enquadra num alegado ambiente de pressões e intimidações contra dirigentes e militantes do partido, posição que deverá ser objecto de escrutínio à luz dos factos que vierem a ser apurados pelas autoridades competentes. O caso encontra-se agora sob apreciação do Ministério Público, que deverá investigar as circunstâncias da ocorrência e determinar eventuais responsabilidades.Redacção

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