Forquilha leva oposição ao terreno e cobra soluções para Maxaquene

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O líder da oposição, Albino Forquilha, esteve esta terça-feira no bairro da Maxaquene, na cidade de Maputo, onde famílias inteiras enfrentam as consequências das cheias provocadas pelas chuvas intensas que voltaram a expor a fragilidade urbana da capital.

Longe dos gabinetes, o presidente do PODEMOS percorreu zonas alagadas, ouviu relatos de perda de casas e bens e avaliou, no terreno, a situação das famílias desalojadas, muitas das quais estão provisoriamente instaladas na Escola da Maxaquene, transformada em centro improvisado de acolhimento.

A visita foi marcada por contacto directo com os afectados e por uma mensagem de solidariedade num contexto em que a incerteza domina o quotidiano dos deslocados. Como resposta imediata, a delegação do PODEMOS procedeu à entrega de bens de primeira necessidade, num gesto que visa mitigar, ainda que de forma limitada, o sofrimento das famílias atingidas.

Mas o tom do discurso foi além da ajuda emergencial. Forquilha advertiu que as cheias recorrentes não podem continuar a ser tratadas como episódios isolados. Defendeu respostas estruturais, com investimentos sérios em drenagem, ordenamento territorial e prevenção, sublinhando que Moçambique enfrenta riscos climáticos previsíveis que exigem planeamento e políticas públicas consistentes.

“A chuva não é surpresa. O que continua a surpreender é a falta de soluções duradouras”, terá reiterado o líder da oposição, ao sublinhar que a vulnerabilidade das comunidades urbanas pobres é agravada pela ausência de infra-estruturas resilientes.

A deslocação a Maxaquene enquadra-se, segundo o partido, numa linha de actuação que procura afirmar uma oposição presente no terreno, crítica, mas próxima das populações. Num cenário de cheias repetidas e respostas insuficientes, a visita reforça a pressão política para que a tragédia cíclica das inundações deixe de ser apenas notícia de época chuvosa e passe a ser tratada como prioridade nacional.

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