Sociedade
Defesa alerta para risco de fuga de informação e aponta IA como nova ameaça
O Ministério da Defesa Nacional está a apertar os mecanismos de protecção da informação classificada, num contexto marcado pelo rápido avanço das tecnologias digitais e pela emergência da Inteligência Artificial, que trazem novos riscos à segurança do Estado. O alerta foi lançado esta quarta-feira, em Maputo, pelo Secretário Permanente da pasta, Casimiro Mueio.
Falando no encerramento do 27.º Curso de Segurança e Administração de Matérias Classificadas e Gestão Documental, Mueio advertiu os operadores da Secretaria de Informação Classificada (SIC) para o uso responsável dos meios informáticos e de comunicação colocados à sua disposição, sublinhando que a negligência ou o uso indevido desses instrumentos pode facilitar a fuga ou o extravio de informações sensíveis.
Segundo o dirigente, o sector da Defesa enfrenta ameaças cada vez mais sofisticadas, que exigem uma postura preventiva e vigilante por parte dos técnicos responsáveis pela gestão da informação. Entre os principais riscos apontados estão a espionagem, a sabotagem, a subversão, a desinformação e a divulgação indevida de dados estratégicos.
Casimiro Mueio destacou que, perante esse cenário, o Ministério tem vindo a investir de forma contínua na formação de quadros, com o objectivo de consolidar um capital humano capaz de assegurar uma gestão rigorosa, criteriosa e sigilosa das matérias classificadas, reduzindo vulnerabilidades associadas a falhas humanas ou tecnológicas.
O Secretário Permanente apelou ainda aos formandos para que aprofundem os conhecimentos adquiridos ao longo do curso, recorrendo à legislação específica sobre o Segredo do Estado, de modo a garantir o cumprimento das normas nos órgãos do Ministério da Defesa Nacional e nas Forças Armadas de Defesa de Moçambique. O apelo foi acompanhado de uma exortação à responsabilidade, ética profissional, deontologia e patriotismo no exercício das funções.
Na ocasião, Mueio recordou que a formação de quadros constitui um dos quatro pilares estratégicos do Sector da Defesa Nacional, sendo considerada essencial para responder aos desafios actuais e futuros da segurança da informação num ambiente cada vez mais marcado pela digitalização.