O activista social Joaquim “Jota” Pachoneia foi interpelado e levado, na manhã desta sexta-feira, por agentes alegadamente afectos à Polícia da República de Moçambique (PRM), na Avenida Eduardo Mondlane, em frente ao Departamento de Urbanização e Gestão de Terras do Conselho Municipal de Nampula.
Imagens em circulação nas redes sociais mostram o momento em que uma viatura identificada como pertencente à PRM se aproxima do activista e o recolhe no local. Até ao momento, a viatura do activista permanece estacionada na via pública, segundo testemunhas.
Contactadas pelo NGANI, fontes no Comando Provincial da PRM em Nampula, bem como na 1ª e 2ª Esquadras da cidade, afirmaram não dispor de informação sobre o paradeiro do activista.
A ausência de esclarecimentos oficiais sobre o local para onde terá sido conduzido ou sobre eventuais acusações levanta preocupações junto de familiares e membros da sociedade civil, que exigem explicações imediatas das autoridades competentes.
Recorde-se que, em Dezembro passado, o activista foi condenado pelo Tribunal Judicial da Cidade de Nampula a seis meses de prisão, acrescidos de seis meses de multa, bem como ao pagamento de uma indemnização de um milhão de meticais, num processo por difamação movido por Hilário Macie, antigo delegado provincial do Instituto Nacional dos Transportes Rodoviários (INATRO) em Nampula.
Na altura, o tribunal considerou provados os factos constantes da acusação. Pachoneia manifestou discordância com a sentença, classificando-a como injusta, e confirmou ter interposto recurso junto das instâncias competentes.
O activista declarou igualmente não ter condições financeiras para pagar a indemnização fixada e reiterou que continuaria a exercer a sua actividade cívica.
Até ao fecho desta edição, não havia confirmação oficial sobre se a recolha do activista está relacionada com o cumprimento da pena aplicada ou com outro processo judicial.
O caso está a gerar forte reacção nas redes sociais e entre organizações cívicas locais, que aguardam um pronunciamento formal das autoridades policiais e judiciais. O NGANI continuará a acompanhar o desenvolvimento do caso e actualizará a informação assim que houver posicionamento oficial. Redacção

