O Conselho Municipal de Nampula anunciou a introdução de um cartão de identificação obrigatório para operadores de táxi-mota, numa medida que visa reforçar a organização, o controlo e a segurança da actividade na cidade.
A decisão foi apresentada esta quarta-feira (29), durante um encontro entre o município e representantes dos mototaxistas, realizado na sequência do recuo das autoridades em relação à alegada proibição da actividade em zonas urbanas.
Segundo o presidente do Conselho Municipal de Nampula, Luís Giquira, o cartão terá validade anual e permitirá identificar formalmente os operadores, facilitando o mapeamento e a fiscalização do sector.
De acordo com o edil, a iniciativa pretende introduzir maior disciplina na actividade, garantindo que apenas operadores devidamente legalizados circulem nas vias públicas. “Queremos organizar esta actividade. Este cartão vai permitir saber quem são os operadores, onde estão e como trabalham”, afirmou.
Apesar das preocupações recentemente levantadas, Luís Giquira assegurou que não está em causa a paralisação da actividade de táxi-mota na cidade. “Os mototaxistas são parceiros na mobilidade urbana. O objectivo é regular, não proibir”, esclareceu.
O autarca apelou ainda ao cumprimento rigoroso das normas de segurança rodoviária, destacando a obrigatoriedade do uso de capacete, o licenciamento das motorizadas e a contratação de seguro.
O município manifestou preocupação com a circulação de motorizadas sem matrícula, sem documentação adequada e, em alguns casos, conduzidas por menores sem habilitação legal, práticas que, segundo as autoridades, contribuem para o aumento de acidentes.

Por sua vez, os operadores reconheceram fragilidades no sector, sobretudo no que diz respeito ao cumprimento das regras de trânsito e ao desconhecimento do Código de Estrada.
Alguns mototaxistas defenderam a realização de acções de formação como forma de melhorar o comportamento dos operadores e reforçar a segurança nas vias públicas da cidade.
Agostinho Miguel
