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Desporto

Buganvílias de Nampula regressam do Malawi com orgulho e lançam apelo para o futuro

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A equipa sénior feminina Buganvílias regressou de Lilongwe, no Malawi, depois de participar no Bravehearts International Basketball Challenge, um dos torneios mais prestigiados da região. A presença em solo malawiano marcou a estreia internacional do conjunto de Nampula, que volta para casa com orgulho, mas também com novos desafios.

Por: Félix Filipe

As Buganvílias representaram Moçambique no torneio, reforçando o nome da província de Nampula no cenário desportivo internacional. Para a presidente e jogadora veterana, Yolanda Napoleão, a participação foi mais do que um jogo: “Foi a prova de que, mesmo diante de dificuldades, o basquetebol feminino pode erguer a bandeira do nosso país além-fronteiras”, afirmou.

A dirigente foi a principal responsável por tornar a viagem possível, mobilizando apoios e liderando a equipa dentro e fora de campo. De regresso a Moçambique, o foco da equipa é claro: garantir presença no Campeonato Provincial de Nampula. Para as atletas, a competição não representa apenas uma etapa desportiva, mas um símbolo da afirmação e crescimento do basquetebol feminino na província.

Contudo, este objetivo depende de apoios concretos de instituições públicas, privadas e parceiros estratégicos. A equipa sublinha que, sem financiamento e infraestruturas, será difícil dar continuidade ao percurso iniciado no Malawi.
Falta de campo e dificuldades logísticas. Um dos maiores desafios das Buganvílias é a ausência de um campo próprio para treinos. A equipa tem recorrido a espaços improvisados, muitas vezes em condições precárias. “O talento existe, a vontade está presente, mas falta-nos o básico: um campo seguro e digno para treinar com regularidade”, lamenta o treinador Morais Matola.

A direção da equipa apela às autoridades locais, ao empresariado e à sociedade civil para que se juntem a este projeto desportivo, que consideram ser também um investimento social. Apesar das dificuldades, as Buganvílias definiram uma visão ambiciosa para o futuro. Entre as metas estão: presença regular no Campeonato Nacional; participação em torneios femininos internacionais da região SADC; criação de uma escola de formação juvenil, com foco em raparigas dos bairros periféricos de Nampula; valorização da mulher no desporto como agente ativa do desenvolvimento local.

Um movimento para além do desporto

Mais do que uma equipa, as Buganvílias querem ser um símbolo de resiliência e transformação social. Para as atletas, apoiar o projeto significa promover o desporto feminino, incentivar a juventude a sonhar e elevar o nome de Moçambique no cenário internacional. “Cada bola lançada é uma jovem que diz ‘eu posso’. Cada treino é uma rapariga que escolhe o futuro em vez do medo”, resume Yolanda Napoleão.
As Buganvílias voltam de Malawi cheias de orgulho, mas também conscientes da responsabilidade que carregam. “Estamos prontas para florescer com força, talento e coragem. Só precisamos de apoio”, conclui o treinador Morais Matola.

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